E esfrego a janela , como se estivesse tirando a sujeira de mim. Aumento o som para não ouvir meus pensamentos.
Está tudo tão claro. Ou será que só complico algo simples? Talvez não haja nada para saber.
Nada a limpar. Escrevo sem querer um público. É possível? Vontade de esconder que, às vezes, tenho algo a esconder.
Não quero possuir. Não me agrada. Desejo entender. Encanta-me.
É a liberdade ou o carinho que assusta? Façamos um trato. Depois, se tudo for como as pessoas querem, façamos um contrato. Prestar atenção nas próprias vontades é poesia.
É o que querem que eu acredite.
Mas para mim o primeiro passo para não respeitar os demais é não respeitar a mim mesmo.
sábado, 18 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Formatura da Primeira Turma do Curso Superior de Yôga por Alessandro Martins
Na verdade muito melhor que você vá ler o texto na fonte: http://eupraticoyoga.com/2008/10/06/formatura-da-primeira-turma-do-curso-superior-de-yoga-na-uepg/ Lá você verá as fotos e travará contato com esse escritor, que gosto muito.
Depois de alguns anos de morosidade burocrática, a primeira turma do Curso Seqüencial de Yôga, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, teve a sua formatura. Foi nesta sexta-feira, dia 3 de outubro na Reitoria da UEPG, às 19 horas.
O curso teve início em 2002 e foi o primeiro do gênero no mundo. Eu tive o prazer de fazer a Homenagem aos Mestres e li o seguinte texto para os colegas e mestres ali presentes:
"O mestre é o cara que encontrou, no escuro, um caminho.
Mestre também é aquele que, ao chegar onde quer que o caminho leve, dissipa essa escuridão.
Se você vê uma luz no fim do túnel, é esse cara. Segurando uma lanterna.
Lá na frente. Não é ele que deve vir a você, mas você a ele - a ele que já fez o caminho.
Ainda assim, se você insistir em olhar para as paredes do túnel, para o labirinto de escuridão, seja com medo - que paralisa - seja com a intenção de se envolver por elas, as trevas, o mestre, ainda por cima, vai chamar. Lá de longe.
Ele não pode puxá-lo, não pode laçá-lo, não pode prendê-lo. Como um mestre poderia ensinar a liberdade com tais recursos? Que tipo de aprendizado é aprendizado sem ser libertador e sem conter a liberdade em seus métodos?
O mestre não pode vender certezas. Pode tão somente, com a mão em concha, ofertar uma possibilidade. A primeira coisa que ele ensina, com isso, é a liberdade de aceitar ou não essa possibilidade. E o aluno, ainda que não a aceite, já terá aprendido algo. A liberdade de aceitar ou não.
O mestre, em relação aos seus alunos, pode apenas lançar mão do mesmo encanto que o encantou e que o fez chegar onde chegou. Não mais. O aluno escolhe o mestre. Não o contrário.
A dádiva de educar, assim, pode ser acompanhada da frustração de não ser ouvido. O mestre aprende a superar essa dor. Pois às vezes se está muito longe: o verdadeiro educador é vanguarda, ainda que ensine a sabedoria do passado remoto.
O educador está na frente da batalha: seu conhecimento é como a mochila de um guerreiro, o equipamento de um soldado. E poucos, como ele o fez ou faz, gostariam de se oferecer às pedras da ignorância na linha de frente.
Então, o verdadeiro mestre - não importa de que área do conhecimento - faz seu chamado. Alguns o ouvirão. Outros não. Certas sementes não germinam em alguns solos e, para cada solo, mesmo os pedregosos, há uma semente apropriada.
Alguns chegarão onde o mestre chegou. Poucos, muitos, não importa. Sentados em torno da fogueira, todos juntos, olharão para o caminho que trilharam. Verão que o mestre mostrou a trilha, mas cada um teve de deixar suas próprias pegadas nela.
E então chega a vez de alguns desses alunos irem além. A hora de uma verdade que alguns - mais emotivos - acharão melancólica: os mestres também são necessários porque nós humanos somos finitos, não temos como perpetuar sozinhos, na linha do tempo, um conhecimento. Nosso tempo é muito limitado. A arte é grande, a vida pequena: projetamos, professamos, nas gerações seguintes os novos caminhos a serem trilhados ou a sabedoria que deve ser preservada intacta como um diamante.
É nesse momento que o mestre irá lhe passar às mãos o lume com que, durante tanto, tempo ele iluminou o túnel que você percorreu. E você entenderá, então, que, antes dele, um outro mestre fez esse mesmo gesto. E, antes desse, outro. E antes, ainda, outro, até onde alcança a limitada compreensão humana acerca do passado.
E, finalmente, o mestre lhe apontará para onde acredita ser o caminho que faria. E, novamente, com a liberdade que você aprendeu desde o início desta jornada, você fará uma nova escolha.
E, sem medo, dará um novo passo. A jornada do conhecimento deve continuar."
Até chegar a sua conclusão, de fato, o curso passou por diversas dificuldades. Muitos desistiram no meio do caminho. As dificuldades burocráticas tiveram que ser superadas num esforço conjunto da idealizadora Maria Helena Aguiar, da coordenadora Hermínia Bugeste Marinho e da aluna Karla Juliane.
Mas, enfim, chegamos lá. De certo modo, somos todos pioneiros.
Alessandro Martins.
Depois de alguns anos de morosidade burocrática, a primeira turma do Curso Seqüencial de Yôga, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, teve a sua formatura. Foi nesta sexta-feira, dia 3 de outubro na Reitoria da UEPG, às 19 horas.
O curso teve início em 2002 e foi o primeiro do gênero no mundo. Eu tive o prazer de fazer a Homenagem aos Mestres e li o seguinte texto para os colegas e mestres ali presentes:
"O mestre é o cara que encontrou, no escuro, um caminho.
Mestre também é aquele que, ao chegar onde quer que o caminho leve, dissipa essa escuridão.
Se você vê uma luz no fim do túnel, é esse cara. Segurando uma lanterna.
Lá na frente. Não é ele que deve vir a você, mas você a ele - a ele que já fez o caminho.
Ainda assim, se você insistir em olhar para as paredes do túnel, para o labirinto de escuridão, seja com medo - que paralisa - seja com a intenção de se envolver por elas, as trevas, o mestre, ainda por cima, vai chamar. Lá de longe.
Ele não pode puxá-lo, não pode laçá-lo, não pode prendê-lo. Como um mestre poderia ensinar a liberdade com tais recursos? Que tipo de aprendizado é aprendizado sem ser libertador e sem conter a liberdade em seus métodos?
O mestre não pode vender certezas. Pode tão somente, com a mão em concha, ofertar uma possibilidade. A primeira coisa que ele ensina, com isso, é a liberdade de aceitar ou não essa possibilidade. E o aluno, ainda que não a aceite, já terá aprendido algo. A liberdade de aceitar ou não.
O mestre, em relação aos seus alunos, pode apenas lançar mão do mesmo encanto que o encantou e que o fez chegar onde chegou. Não mais. O aluno escolhe o mestre. Não o contrário.
A dádiva de educar, assim, pode ser acompanhada da frustração de não ser ouvido. O mestre aprende a superar essa dor. Pois às vezes se está muito longe: o verdadeiro educador é vanguarda, ainda que ensine a sabedoria do passado remoto.
O educador está na frente da batalha: seu conhecimento é como a mochila de um guerreiro, o equipamento de um soldado. E poucos, como ele o fez ou faz, gostariam de se oferecer às pedras da ignorância na linha de frente.
Então, o verdadeiro mestre - não importa de que área do conhecimento - faz seu chamado. Alguns o ouvirão. Outros não. Certas sementes não germinam em alguns solos e, para cada solo, mesmo os pedregosos, há uma semente apropriada.
Alguns chegarão onde o mestre chegou. Poucos, muitos, não importa. Sentados em torno da fogueira, todos juntos, olharão para o caminho que trilharam. Verão que o mestre mostrou a trilha, mas cada um teve de deixar suas próprias pegadas nela.
E então chega a vez de alguns desses alunos irem além. A hora de uma verdade que alguns - mais emotivos - acharão melancólica: os mestres também são necessários porque nós humanos somos finitos, não temos como perpetuar sozinhos, na linha do tempo, um conhecimento. Nosso tempo é muito limitado. A arte é grande, a vida pequena: projetamos, professamos, nas gerações seguintes os novos caminhos a serem trilhados ou a sabedoria que deve ser preservada intacta como um diamante.
É nesse momento que o mestre irá lhe passar às mãos o lume com que, durante tanto, tempo ele iluminou o túnel que você percorreu. E você entenderá, então, que, antes dele, um outro mestre fez esse mesmo gesto. E, antes desse, outro. E antes, ainda, outro, até onde alcança a limitada compreensão humana acerca do passado.
E, finalmente, o mestre lhe apontará para onde acredita ser o caminho que faria. E, novamente, com a liberdade que você aprendeu desde o início desta jornada, você fará uma nova escolha.
E, sem medo, dará um novo passo. A jornada do conhecimento deve continuar."
Até chegar a sua conclusão, de fato, o curso passou por diversas dificuldades. Muitos desistiram no meio do caminho. As dificuldades burocráticas tiveram que ser superadas num esforço conjunto da idealizadora Maria Helena Aguiar, da coordenadora Hermínia Bugeste Marinho e da aluna Karla Juliane.
Mas, enfim, chegamos lá. De certo modo, somos todos pioneiros.
Alessandro Martins.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Helmet -Meantime
Helmet embalou muito minha vida no meio da década de 90. Por isso decidi estrear essa sessão com os caras. Vibe boa, muita energia, umas guitarras forte, acompanhadas de um vocal gostoso e decidido. Quem quiser o link para download grátis dê um toque. Have fun.
terça-feira, 8 de julho de 2008
E o júri considera o réu...
Para algumas pessoas que conheço, um motivo de tristeza é que se sentem culpadas quando fazem algo que têm vontade.
É porque fazem algo que gostam , mas se julgam com os parâmetros de outras pessoas.
Se a vontade é tão grande e se o ato não vai machucar, nem prejudicar ninguém, será que é um problema realizá-lo?
Ouvimos muito que não se pode fazer isso, que aquilo é errado, feio, bobo, sujo ou estranho.
Eu questiono a plenitude da felicidade daqueles que ensinam isso. E mais ainda, dos que apenas atendem a essas proibições.
Não estou dizendo para nos tornarmos subversivos.
Parece-me muito importante que conheçamos as regras dos grupos nos quais estamos inseridos: família, trabalho, namoro, amigos, time, vizinho, cidade e algumas dezenas mais.
É fundamental que saibamos as regras para poder quebrá-las.
Claro.
O ideal é que, quando pudermos, escolhamos nos aproximarmos dos grupos que tenham as idéias mais simpáticas às nossas.
Mas considerando a sociedade como um todo, eu preciso analisar quais são os meus valores, o que me torna uma pessoa única e especial, diferente de todas as demais.
O que eu sou, realmente, quando desrespeito esta individualidade?
Pensando nisso, vamos cada vez mais nos conhecer e gerar uma necessidade de respeitar essa agradável pessoa que descobrimos. Depois virá o momento de confrontar a lista de vontades dessa pessoa, com a lista do que se espera dela.
A princípio, parece não haver outra saída a não ser respeitarmos o que esperam de nós ou, então, não poderemos viver em sociedade. Mentira, mentira, mentira!
O que precisamos respeitar são as pessoas, e não suas expectativas e vontades com relação a nós.
Para tanto, temos que ser honestos conosco mesmos. Às vezes, nos suprimimos para agradar alguém, nos tornando falsos e desinteressantes, pois, ao fazê-lo, é bem provável que escondamos aquilo que trouxe tal pessoa para perto de nós.
Isso é muito diferente de mudar. É lindo quando mudamos para crescer como ser humano e estas mudanças vêm de encontro com os interesses dos amigos ou da pessoa que está ao nosso lado. Mas é totalmente distinto quando nos obrigamos a algo para sermos aceitos.
Nossos relacionamentos são baseados em interesses.
Mesmo que sejam os mais puros e nobres, não deixam de ser interesses. Por exemplo, um casal: o interesse principal dela pode ser fazê-lo feliz e o interesse principal dele, fazê-la se sentir a pessoa mais querida do planeta. Outro exemplo, um grupo que visa se apoiar mutuamente para que todos cresçam como profissionais e como seres humanos. Mas sabemos que, na verdade, existem diversos interesses em todas as relações.
Será ótimo termos esta consciência, porque assim analisamos quais nossos interesses com relação a determinada pessoa ou grupo e quais os deles para conosco. E então iniciamos uma troca, que deve acontecer de forma espontânea, sincera e feliz.
O importante é sabermos que não devemos nos violentar ou nos censurar por algo que não seja nosso.
O mundo urge por espontaneidade e sinceridade. A massa das pessoas coloca uma máscara densa e irremovível para os relacionamentos cotidianos.
Note que as pessoas mais admiradas e queridas são as que respeitam suas próprias vontades sem reprimi-las. Elas são mais felizes e andam livremente em situações e momentos nos quais outros se sentiriam desconfortáveis e deslocados. São pessoas mais decididas, mais plenas e em maior sintonia com sua essência. Por isso, às vezes, chocam alguns mais conservadores e até parecem ofender àqueles que não se permitem tais liberdades.
Mas o fato é que pessoas sinceras com elas mesmas encantam a todos ao seu redor sem ao menos esperar isso, pois exalam uma felicidade, uma liberdade, um carinho pela vida de forma admirável, contagiante e envolvente. São pessoas que perceberam que quem tenta agradar a todos não agrada ninguém e aqueles que agradam a si mesmos atraem pessoas na mesma sintonia.
Agradar a si mesmo é muito diferente de ser egoísta. É saber que cada indivíduo no universo é único e devemos nos deliciar com estas diferenças. É buscar, nos pontos mais profundos, quais suas intenções, quais as contribuições que tem a fazer aos que estão à sua volta. É valorizar o tesouro que todos temos internamente.
Entretanto, muito mais simples que buscar, é simplesmente permitir que isso brote naturalmente, deixando de podar e inibir nossas belezas, nossas exclusividades.
Quando alcançar tal feito, você poderá realizar suas vontades sem se ficar culpando, ou se martirizando por ter feito algo que deveria ter lhe dado prazer. E, ao mesmo tempo, vai deixar de fazer aquilo que lhe traria uma sensação de erro, mesmo parecendo interessante.
Se perguntar a essas pessoas o que fazem para serem tão espontâneas, uma resposta comum entre elas será um sorriso, como o de uma criança fazendo algo que ama.
Comece explorando suas diferenças mais discretas e aos poucos vá testando quão longe pode ir.
Lembre-se que um processo autêntico, duradouro e assimilável não deve ser agressivo.
Respeite seu ritmo e o das pessoas à sua volta.
Toda mudança, assim como todo aumento de velocidade, traz alguma resistência, seja das pessoas ao seu redor ou de dentro para fora. É o natural.
Realizando este processo de forma prazerosa, você vai ganhando maturidade para lidar com seu aumento de liberdade e, ao mesmo tempo, adquire flexibilidade para mostrar às pessoas que você é uma pessoa diferente do que era antes, sem ofendê-las.
Pessoas que se respeitam tornam-se únicas. Pessoas únicas tornam-se especiais. E pessoas especiais tornam o mundo mais bonito.
É simples, é biológico.
Complicado e agressivo é ficar segurando lá dentro o que realmente somos.
É porque fazem algo que gostam , mas se julgam com os parâmetros de outras pessoas.
Se a vontade é tão grande e se o ato não vai machucar, nem prejudicar ninguém, será que é um problema realizá-lo?
Ouvimos muito que não se pode fazer isso, que aquilo é errado, feio, bobo, sujo ou estranho.
Eu questiono a plenitude da felicidade daqueles que ensinam isso. E mais ainda, dos que apenas atendem a essas proibições.
Não estou dizendo para nos tornarmos subversivos.
Parece-me muito importante que conheçamos as regras dos grupos nos quais estamos inseridos: família, trabalho, namoro, amigos, time, vizinho, cidade e algumas dezenas mais.
É fundamental que saibamos as regras para poder quebrá-las.
Claro.
O ideal é que, quando pudermos, escolhamos nos aproximarmos dos grupos que tenham as idéias mais simpáticas às nossas.
Mas considerando a sociedade como um todo, eu preciso analisar quais são os meus valores, o que me torna uma pessoa única e especial, diferente de todas as demais.
O que eu sou, realmente, quando desrespeito esta individualidade?
Pensando nisso, vamos cada vez mais nos conhecer e gerar uma necessidade de respeitar essa agradável pessoa que descobrimos. Depois virá o momento de confrontar a lista de vontades dessa pessoa, com a lista do que se espera dela.
A princípio, parece não haver outra saída a não ser respeitarmos o que esperam de nós ou, então, não poderemos viver em sociedade. Mentira, mentira, mentira!
O que precisamos respeitar são as pessoas, e não suas expectativas e vontades com relação a nós.
Para tanto, temos que ser honestos conosco mesmos. Às vezes, nos suprimimos para agradar alguém, nos tornando falsos e desinteressantes, pois, ao fazê-lo, é bem provável que escondamos aquilo que trouxe tal pessoa para perto de nós.
Isso é muito diferente de mudar. É lindo quando mudamos para crescer como ser humano e estas mudanças vêm de encontro com os interesses dos amigos ou da pessoa que está ao nosso lado. Mas é totalmente distinto quando nos obrigamos a algo para sermos aceitos.
Nossos relacionamentos são baseados em interesses.
Mesmo que sejam os mais puros e nobres, não deixam de ser interesses. Por exemplo, um casal: o interesse principal dela pode ser fazê-lo feliz e o interesse principal dele, fazê-la se sentir a pessoa mais querida do planeta. Outro exemplo, um grupo que visa se apoiar mutuamente para que todos cresçam como profissionais e como seres humanos. Mas sabemos que, na verdade, existem diversos interesses em todas as relações.
Será ótimo termos esta consciência, porque assim analisamos quais nossos interesses com relação a determinada pessoa ou grupo e quais os deles para conosco. E então iniciamos uma troca, que deve acontecer de forma espontânea, sincera e feliz.
O importante é sabermos que não devemos nos violentar ou nos censurar por algo que não seja nosso.
O mundo urge por espontaneidade e sinceridade. A massa das pessoas coloca uma máscara densa e irremovível para os relacionamentos cotidianos.
Note que as pessoas mais admiradas e queridas são as que respeitam suas próprias vontades sem reprimi-las. Elas são mais felizes e andam livremente em situações e momentos nos quais outros se sentiriam desconfortáveis e deslocados. São pessoas mais decididas, mais plenas e em maior sintonia com sua essência. Por isso, às vezes, chocam alguns mais conservadores e até parecem ofender àqueles que não se permitem tais liberdades.
Mas o fato é que pessoas sinceras com elas mesmas encantam a todos ao seu redor sem ao menos esperar isso, pois exalam uma felicidade, uma liberdade, um carinho pela vida de forma admirável, contagiante e envolvente. São pessoas que perceberam que quem tenta agradar a todos não agrada ninguém e aqueles que agradam a si mesmos atraem pessoas na mesma sintonia.
Agradar a si mesmo é muito diferente de ser egoísta. É saber que cada indivíduo no universo é único e devemos nos deliciar com estas diferenças. É buscar, nos pontos mais profundos, quais suas intenções, quais as contribuições que tem a fazer aos que estão à sua volta. É valorizar o tesouro que todos temos internamente.
Entretanto, muito mais simples que buscar, é simplesmente permitir que isso brote naturalmente, deixando de podar e inibir nossas belezas, nossas exclusividades.
Quando alcançar tal feito, você poderá realizar suas vontades sem se ficar culpando, ou se martirizando por ter feito algo que deveria ter lhe dado prazer. E, ao mesmo tempo, vai deixar de fazer aquilo que lhe traria uma sensação de erro, mesmo parecendo interessante.
Se perguntar a essas pessoas o que fazem para serem tão espontâneas, uma resposta comum entre elas será um sorriso, como o de uma criança fazendo algo que ama.
Comece explorando suas diferenças mais discretas e aos poucos vá testando quão longe pode ir.
Lembre-se que um processo autêntico, duradouro e assimilável não deve ser agressivo.
Respeite seu ritmo e o das pessoas à sua volta.
Toda mudança, assim como todo aumento de velocidade, traz alguma resistência, seja das pessoas ao seu redor ou de dentro para fora. É o natural.
Realizando este processo de forma prazerosa, você vai ganhando maturidade para lidar com seu aumento de liberdade e, ao mesmo tempo, adquire flexibilidade para mostrar às pessoas que você é uma pessoa diferente do que era antes, sem ofendê-las.
Pessoas que se respeitam tornam-se únicas. Pessoas únicas tornam-se especiais. E pessoas especiais tornam o mundo mais bonito.
É simples, é biológico.
Complicado e agressivo é ficar segurando lá dentro o que realmente somos.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Sou.
E um vazio. Não desejado, mas que deve ser curtido, pois também faz parte da vida.
E quando aceitamos isso há beleza, tanto na tristeza quanto na alegria.
As duas marcam, as duas movimentam. As duas são vida.
A escuridão agrada pois traz introspecção num mundo onde todos olham para fora. E quero ser eu mesmo, quando todos se esforçam para ser o mesmo. Num paradoxo compreensível, todos tentam se parecer para serem aceitos enquanto sonham em ser especiais.
Escolho ser eu e aceito arcar com as consequências disso. Ultimamente umas consequências pesadas, que me feriram de um jeito denso e angustiante. Mas é o preço de ser eu. E estou disposto e o pago feliz.
E o faço porque estou em constante mudança, mas escolho e compro o resultado destas escolhas.
Alguns simplesmente se cristalizam e por isso, tem que engulir o que vier.
Escolher é muito diferente disso. A liberdade tem um preço alto.
E quero.
E quando aceitamos isso há beleza, tanto na tristeza quanto na alegria.
As duas marcam, as duas movimentam. As duas são vida.
A escuridão agrada pois traz introspecção num mundo onde todos olham para fora. E quero ser eu mesmo, quando todos se esforçam para ser o mesmo. Num paradoxo compreensível, todos tentam se parecer para serem aceitos enquanto sonham em ser especiais.
Escolho ser eu e aceito arcar com as consequências disso. Ultimamente umas consequências pesadas, que me feriram de um jeito denso e angustiante. Mas é o preço de ser eu. E estou disposto e o pago feliz.
E o faço porque estou em constante mudança, mas escolho e compro o resultado destas escolhas.
Alguns simplesmente se cristalizam e por isso, tem que engulir o que vier.
Escolher é muito diferente disso. A liberdade tem um preço alto.
E quero.
Conheça a ti mesmo
Enquanto procurarmos fora o que só existe internamente, todo esforço será vão.
Quantos perdem a vida a olhar pelo mundo atrás de si?
Não importa qual o teu caminho ele só tem um destino.
Respeita-te e conheça a ti mesmo.
Quantos perdem a vida a olhar pelo mundo atrás de si?
Não importa qual o teu caminho ele só tem um destino.
Respeita-te e conheça a ti mesmo.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Diferenças
Um amigo me disse que a maioria dos daltônicos só descobre que faz parte do grupo quando pinta a grama de vermelho, num trabalho escolar. Um exemplo muito claro e indiscutível que nem todos observam o mundo da mesma forma.
Mas se pensarmos no assunto uma pessoa que seja muito baixa ou outra muito alta também têm uma forma peculiar de observar o mundo. E não é somente uma questão de ver, é algo muito mais abrangente. Estas pessoas têm noções de conforto, de espaço e de distância bem únicos. Facilidades mais específicas e dificuldades distintas das pessoas com estatura média.
É óbvio que se alguém é mais fraco vai achar uma caixa pesada e que um que precise de óculos enxergará com menos precisão quando estiver sem eles.
Escolhi estes exemplos porque são tópicos que aparentemente não mudam nada, pois se fôssemos falar de diferenças corporais mais peculiares isso seria gritante.
Sabemos que alguém sedentário e acima de seu peso, se cansa mais rapidamente que um sedentário com pouco peso e assim aceitamos mais facilmente que as pessoas lidem com o mundo de maneiras específicas no plano físico e isso é uma incoerência pois essas são as características que menos causam impacto em nosso relacionamento com o mundo e com as pessoas.
Para nós, ainda parece muito complicado sequer aceitar que diferenças energéticas, emocionais, mentais e até mesmo de essência farão com que nossa percepção do mundo e consequentemente nossa interação com todo o universo seja especialmente particular.
Essas peculiaridades podem passar despercebidas e as entendemos como frescuras, só porque não são óbvias. O mais engraçado é que ao mesmo tempo quando essas nossas diferenças não são compreendidas nos sentimos ofendidos e injustiçados.
Se duas pessoas tiverem a mesma idade, o mesmo peso, o mesmo cotidiano, mas uma delas, por exemplo, respirasse mais superficialmente, só isso bastaria, ela já teria impressões e reações bem distintas da outra. Teria menos vitalidade e as escadas que um subiria sem esforço já seria um problema para o outro. Talvez chegasse atrasado no trabalho e isso modificaria seu relacionamento com os superiores.
Mudanças aconteceriam se o diferente entre estes dois não fosse a capacidade pulmonar e sim o emocional. Alguém com o ego inflado age totalmente diferente de outro que tenha baixa auto-estima numa batida de carros e em tudo o mais, até na maneira de pedir um copo de água. Citando exemplos assim é fácil perceber que as particularidades em nossos aspectos mais sutis (emocional, mental e outros) provocam relacionamentos muito mais específicos com o mundo do que o simples fato de ser velho ou novo, desportista ou sedentário, gordo ou magro, mas ainda assim temos mais dificuldade em respeitar essas diferenças.
Cada mulher ou homem é resultado de uma combinação única de experiências, relações, pensamentos, condicionamentos e aprendizados. Isso faz com que nossas vontades, nossas respostas, necessidades, metas e tudo o mais sejam extremamente particulares.
Bom, ponto pacífico. Mas por quê lidamos tão mal com o fato de que, e agora a conversa fica pesada, as pessoas não analisam as situações como nós, não querem o que queremos, têm vontades em momentos diferentes.
Às vezes me canso, e confesso, às vezes me divirto vendo discussões nas quais todos estão com a razão, mas estão determinadas em convencer o interlocutor de que ele está tendo alguma alucinação.
Quantas amizades, oportunidades de emprego, de namoro e realizações perderemos até que a idéia óbvia e ululante de que somos diferentes em diversos aspectos esteja enraizada em nosso psiquismo e passemos a respeitar as pessoas.
Simplesmente, de forma sutil ou brutal, vamos impondo nossa forma de ser como um trator desgovernado, às vezes com um sorriso noutra com um soco, mas essa atitude é sempre uma invasão.
Convido-o a passar mais tempo com você mesmo, perceber-se. Respire, alongue, aquiete-se. Escape desse turbilhão mental que o cotidiano nos impõe. E logo notará que somos muito mais do que parecemos. Perceberá um corpo físico, um energético, seu corpo emocional e seu mental. Com prática notará que somos até mais do que isso.
E mesmo dentro de nós existem emoções divergentes, estados de ânimo distintos. Numa hora somos encantadores, noutra uns chatos de galocha. Somos maus e depois adoráveis.
E depois de descobrirmos isso, aprendemos a gostar dessas diferenças internas e aprendemos a mudar o que não gostamos tanto.
E depois de lidarmos bem com nossas próprias particularidades podemos lidar bem com as diferenças das pessoas.
E fazendo isso, passaremos a nos conhecer mais, nosso mundo se tornará mais amplo e veremos várias verdades. Tudo se torna mais bonito e rico. Passamos a nos encantar mais com as pessoas e nossa vida se torna mais gostosa e mais simples. É lindo alguém dizer algo contra o que você está pensando e você conseguir entender o ponto de vista dela. E conseguimos nos entender melhor com as pessoas e com nossas idéias.
Problemas insolúveis se tornam claros e divertidos.
E com a mesma mágica que o sol usa para aparecer todas as manhãs, transformamos nossa existência.
Mas se pensarmos no assunto uma pessoa que seja muito baixa ou outra muito alta também têm uma forma peculiar de observar o mundo. E não é somente uma questão de ver, é algo muito mais abrangente. Estas pessoas têm noções de conforto, de espaço e de distância bem únicos. Facilidades mais específicas e dificuldades distintas das pessoas com estatura média.
É óbvio que se alguém é mais fraco vai achar uma caixa pesada e que um que precise de óculos enxergará com menos precisão quando estiver sem eles.
Escolhi estes exemplos porque são tópicos que aparentemente não mudam nada, pois se fôssemos falar de diferenças corporais mais peculiares isso seria gritante.
Sabemos que alguém sedentário e acima de seu peso, se cansa mais rapidamente que um sedentário com pouco peso e assim aceitamos mais facilmente que as pessoas lidem com o mundo de maneiras específicas no plano físico e isso é uma incoerência pois essas são as características que menos causam impacto em nosso relacionamento com o mundo e com as pessoas.
Para nós, ainda parece muito complicado sequer aceitar que diferenças energéticas, emocionais, mentais e até mesmo de essência farão com que nossa percepção do mundo e consequentemente nossa interação com todo o universo seja especialmente particular.
Essas peculiaridades podem passar despercebidas e as entendemos como frescuras, só porque não são óbvias. O mais engraçado é que ao mesmo tempo quando essas nossas diferenças não são compreendidas nos sentimos ofendidos e injustiçados.
Se duas pessoas tiverem a mesma idade, o mesmo peso, o mesmo cotidiano, mas uma delas, por exemplo, respirasse mais superficialmente, só isso bastaria, ela já teria impressões e reações bem distintas da outra. Teria menos vitalidade e as escadas que um subiria sem esforço já seria um problema para o outro. Talvez chegasse atrasado no trabalho e isso modificaria seu relacionamento com os superiores.
Mudanças aconteceriam se o diferente entre estes dois não fosse a capacidade pulmonar e sim o emocional. Alguém com o ego inflado age totalmente diferente de outro que tenha baixa auto-estima numa batida de carros e em tudo o mais, até na maneira de pedir um copo de água. Citando exemplos assim é fácil perceber que as particularidades em nossos aspectos mais sutis (emocional, mental e outros) provocam relacionamentos muito mais específicos com o mundo do que o simples fato de ser velho ou novo, desportista ou sedentário, gordo ou magro, mas ainda assim temos mais dificuldade em respeitar essas diferenças.
Cada mulher ou homem é resultado de uma combinação única de experiências, relações, pensamentos, condicionamentos e aprendizados. Isso faz com que nossas vontades, nossas respostas, necessidades, metas e tudo o mais sejam extremamente particulares.
Bom, ponto pacífico. Mas por quê lidamos tão mal com o fato de que, e agora a conversa fica pesada, as pessoas não analisam as situações como nós, não querem o que queremos, têm vontades em momentos diferentes.
Às vezes me canso, e confesso, às vezes me divirto vendo discussões nas quais todos estão com a razão, mas estão determinadas em convencer o interlocutor de que ele está tendo alguma alucinação.
Quantas amizades, oportunidades de emprego, de namoro e realizações perderemos até que a idéia óbvia e ululante de que somos diferentes em diversos aspectos esteja enraizada em nosso psiquismo e passemos a respeitar as pessoas.
Simplesmente, de forma sutil ou brutal, vamos impondo nossa forma de ser como um trator desgovernado, às vezes com um sorriso noutra com um soco, mas essa atitude é sempre uma invasão.
Convido-o a passar mais tempo com você mesmo, perceber-se. Respire, alongue, aquiete-se. Escape desse turbilhão mental que o cotidiano nos impõe. E logo notará que somos muito mais do que parecemos. Perceberá um corpo físico, um energético, seu corpo emocional e seu mental. Com prática notará que somos até mais do que isso.
E mesmo dentro de nós existem emoções divergentes, estados de ânimo distintos. Numa hora somos encantadores, noutra uns chatos de galocha. Somos maus e depois adoráveis.
E depois de descobrirmos isso, aprendemos a gostar dessas diferenças internas e aprendemos a mudar o que não gostamos tanto.
E depois de lidarmos bem com nossas próprias particularidades podemos lidar bem com as diferenças das pessoas.
E fazendo isso, passaremos a nos conhecer mais, nosso mundo se tornará mais amplo e veremos várias verdades. Tudo se torna mais bonito e rico. Passamos a nos encantar mais com as pessoas e nossa vida se torna mais gostosa e mais simples. É lindo alguém dizer algo contra o que você está pensando e você conseguir entender o ponto de vista dela. E conseguimos nos entender melhor com as pessoas e com nossas idéias.
Problemas insolúveis se tornam claros e divertidos.
E com a mesma mágica que o sol usa para aparecer todas as manhãs, transformamos nossa existência.
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