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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Visita

Teus lábios nos meus trazem-me de meu recolhimento.

Abro os olhos e estou só na sala. Mas nos detalhes da casa e na minha e na minha pele. Mas nos silêncios, no facho de luz que entra pela fresta.

Nestes, sinto-te.

Lembro-me de ti em mim. Lembro-me de carícias que ainda virão. E vivo as que já aconteceram. E penso que talvez sejam sonhos lindos e doces.

E decido que pouco importa em quais planos do Universo os criamos. Importa o enriquecer dos aromas, a vida na pele, o colorido nas flores.

A tua presença em mim.

Isso é real e nada me pode tirar.

sábado, 16 de julho de 2011

É possível...



que parte de mim ande por teus lados.

E umas vontades levem meus pensamentos até ti. E uma sensação de proximidade inabalável que não pede explicação, não pede certeza.

Só está lá, como estão galáxias.

Quase indiferentes, quase imperceptíveis mas gigantescas, a conectar universos. Tornando reais grandezas inimagináveis.

Guardando belezas que ainda serão conhecidas.

Infinitamente nossas.

sábado, 11 de junho de 2011

De frente para o Oceano.


Vontade de chegar perto.

Sem palavras.

Sentar a uns tantos centímetros, como que combinado.
Lembrar umas ideias já trocadas.
Sentir cheiro, olhar nos olhos. E sentir um arrepio, algo dentro que avisa que a companhia é boa. Já sabíamos antes mas a electricidade da pele é inquestionável.

Um sorriso tímido, uma mão que se aproxima com passos dedo a dedo.

Os corpos se movem numa dança sutil, conectada, linda. E teu sorriso se abre a despertar todos os sentidos para ele.

Como uma força gravitacional que abraça e traz para perto.

Feliz. Tudo!

domingo, 22 de maio de 2011

Fadinha.


Chego por trás, sutilmente. Tu percebes sem saberes bem como.

Talvez nossa vontade chegue antes de nós.

Seguro firme teus ombros, toco teu pescoço com os lábios. Deslizo-os em direção à tua orelha.

Desço com a mão esquerda até a tua e entrelaçamos os dedos. A outra busca tua cintura. Sente meu corpo apertar-se contra o teu.

Os cheiros misturam-se.

E cada toque tem um acorde, cada olhar um sabor,

cada desejo um ato...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre a minha tolice...


Algumas vezes à frente da imensidão do universo prefiro a pequenez dos homens.

Perceber uma única pessoa e seu microcosmo torna-me mais próximo do todo.

Fica fácil participar, ser e estar com pessoas e graças a isso sou mais o universo inteiro.

Noutros momentos prefiro a infinitude do Universo.

Observar o seu funcionar atemporal e gigantesco permite-me perceber o propósito e a função de cada atitude de seus filhos.
Fica fácil não julgar, esperar e graças a isso percebo o quanto tenho a crescer.

E frente à grandiosidade dos homens todos os universos parecem pequenos.


foto de: minha mesmo

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A pensar em ti.



Imagino-te deitada com o olhar para o alto.

Olhos fechados, a boca entreaberta numa quase palavra. Uma sensação boa no meu corpo parece-me vinda de ti.
Tiro um fio de cabelo da tua testa e deslizo por teu rosto. Desfruto dos contornos dos teus lábios.

Admiro teu corpo quase sem acreditar que estou ao teu lado. Sento na cama com tuas pernas entre as minhas numca tentativa de memorizar cada curva, cada encanto. E tu te abres num sorriso que faz-me pairar e perder a noção do tempo.
É um momento de nascimento de lembranças, de toques e belezas que ficarão. Que me tornam o que serei, o que terei dentro de mim.

Uma risada, uma bobagem dita, um entrelaçar de dedos. Corpo, pele, cheiros.

E quero-te mais.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Não mando!



Dou às vontades a vontade delas.

O comum é minhas ideias e vontades fazerem comigo o que bem entendem.

Às vezes, atraco-me em alguma e até que eu logre mudar-lhe a forma.

Noutras, elas fogem e me deixam à toa. Nem querem saber de mim.

Normalmente ajudam-me a fazem-me relacionar bem com o mundo e com as pessoas.


Mas a verdade é que sei lá quando é que me aparecem. Quando elas querem elas sobem. Ou ficam a deixar-me no silêncio.

Dou a elas a vontade delas.

domingo, 27 de junho de 2010

Muito mais que o óbvio.


Queria ir tirar-te dessa sala escura.

E acolher-te nos meus braços. E dar-te o sorriso que mostra meu sentimento bom por ti.

E minha admiração abraçava-te e dava-nos de volta nossos encaixes e nossa paixão. E sentíamos bem, um com o outro e sozinhos. E enquanto corro contigo nos braços percebemos que não é a proximidade que nos dá conforto.

É esse carinho que não precisa de mãos, não precisa de toques. Ele está lá, e só precisa ser lembrado. Quando nos aproximamos dele, não há cobranças por o termos esquecido. Só há o mesmo abraço, o mesmo conforto, a mesma beleza.

E há nós dois, independente de tudo.

Como o brilho das estrelas, por mais dias que apareçam, elas estão lá e pronto. Em maior número e maiores e mais poderosas que aquele óbvio que grita.

Estão à tua espera, imutavelmente.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Is on the table.



É como aqueles títulos que martelam nossa cabeça por anos.

E passamos por livrarias, bibliotecas, shoppings e feiras. Perguntamos a amigos. Alguém já viu lá longe ou ouviu falar mais ou menos.
O primo do cunhado talvez já tenha tido quando menino.
Até que um dia ao passar à frente de uma porta pequena, como numa festa entediante da qual nada se espera, temos um clique, um chamado. Uma tensão irresistível nos pára e volta nosso olhar para o tesouro procurado há tanto.
Vamos até ele. Um tanto incrédulos; talvez seja só impressão ou uma aparência semelhante ou ainda uma adaptação alucinada

Mas SIM. É exactamente o que procurávamos. Agradam o formato, o cheiro, o tato.

O conteúdo ainda só visto e revisto em nossa imaginação, nos dá água na boca.

É daqueles que só a ideia nos aprimora, nos induz a andar com melhores roupas e a sermos mais educados.

Depois de mãos dadas ao encanto corremos para casa.

Sentamos. Será melhor trancar a porta?

Com a beleza no colo, fazemos um respiração profunda e admiramos.

Mas ainda não é preciso pressa.
Podemos desfrutar um sumo e boa música , antes de travar contato com todas as riquezas que temos à frente.
Depois de muito curtir a presença, desempacotamos com cuidado, com paixão, com uma lenta voracidade.
Embrulhos no chão, pára-se e em camera lenta, deixamo-nos apaixonar. Um alívio espalha-se desde um suspiro até todas as partes do corpo.
E mergulhamos.
Não haveria melhor palavra para o prazer, o envolvimento e a alegria descobertos em cada passada de dedos.
Os olhos atentos correm, param, olham de novo. Mas nunca se adiantam. Uma das maravilhas é não atropelar as fases.
E levar o tempo certo em cada capítulo.
O ritmo é uma mistura dos envolvidos.
Há uma troca. Linda, transformadora e poética.
A cada virar, mais delícias, mais encantos. E mais profundos.
Uma identificação crescente.
Estavam ali um para outro. Não haveria melhores leitores. Não haveria melhor obra.
E no final, com a sensação boa que os finais trazem. Mas que fique claro: aqueles términos que prometem mais são os que têm esse sabor.
Brinca-se com o desejado. Sente-lhe o peso. Fecha-se os olhos para sentir lá dentro parte do outro que agora é nossa, enriquecidos estamos.
E despedimo-nos. Com uma certeza a mais.

sábado, 27 de março de 2010

Já!

Quero estar contigo. Só nós dois.

Sem outros olhares, sem outras pressas e pressões.

E, de olhos fechados, deslizar as pontas dos dedos por tua pele. Sentir os contornos do teu corpo.

Descobrir teu cheiro. Ouvir teu sorriso.

E teu jeito que te despe. Que nos trejeitos entrega quem és.

Saber o já sabido, desta identificação que me puxa a ti.

E dar vazão a esse rio que sabe bem o que quer e fica cá, todo tímido.

Como se não soubesse que o destino dele é o teu mar.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Back to the source!


Em alguns momentos também me sinto pequenino. E os aproveito para ir para dentro de mim, alcançar lugares aos quais não tenho acesso normalmente.

Foto de Thiago Duarte

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Primeiras luzes


O que esperar da Aurora?

Que dela nada venha.

Assim assumo minha responsabilidade no meu Amanhecer.

Esvaneço certezas absolutas.

Lanço olhares curiosos ao mundo.

E pergunto como as crianças.

Em cada Aurora vou aprender o teu nome.

Apaixonar-me.

E aprender a merecer o teu sorriso.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aprendendo.


Estamos cá para aprender.

A partir do momento em sabes ou achas que, está no momento de ensinar.



Desça do pedestal e sirva ou perderá tua utilidade.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gracinha.

Teu cheiro em mim!


Vivas estão as partes nas quais te apertaste contra (a favor, na

verdade) meu corpo.


Teus olhos incrédulos fazem-me sentir bem.



E o mundo torna-se esse olhar e o sorriso que dou-te em troca.


Minhas mãos movimentam-se sozinhas a pedir-te.


E





esperamos


o fôlego


voltar...

domingo, 25 de outubro de 2009

A vida pede!


Estou a caminhar com umas pedras de granizo na mão. A admirar a vida, a perceber umas forças.
Vejo uma ave enorme a atacar um grupo de aves menores.
Amo o simples e quero mais.
Meus olhos ficam atentos a todos os detalhes da rua.
O céu é meticulosamente desenhado para ser inspirador e belo.

É a vida a pedir para ser.

E caminho procurando algo para admirar.
Vejo um gato a ensinar os filhotes a andar em muros. Será que gatos ensinam isso? Qual deve ser a média para passar de ano?
Vejo o cimento quebrado e um ramo a sair da fenda. E faço estórias na cabeça, com o ramo a empurrar e quebrar sozinho o chão. Precisa mesmo respirar.
Quer nos ensinar a querer menos.

É a vida a pedir para sair.

Quer derrotar o cinza feio. Quer ensinar-nos a querer mais. Ensinar-nos a olhar e fechar a boca por uns instantes.
Recolho todas as belezas lá dentro de mim. E penso nas quais vou dividir com quem.
E com respeito a minha vontade ou não, o que vejo se instala em mim. E me enriquece, me distrai, me melhora.
Depois tropeço e penso: Puxa, mas estava tão charmoso meu momento.

Pronto, já cheguei em casa. E esqueci a chave.
Vou ter que incomodar o pessoal.

É a vida a pedir para entrar.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Be kind to a stranger, cause you'll never know


23:02 Tia: Oi. Há aqui uma pequena que quer muito escrever. Achas que podes ler o que ela vai teclar?

Homem no computador: Oi. Claro. Sempre um prazer!

Tia: Aqui vai:

23:05 Pequena: ,jm btily

Tia: Acho que isto são beijinhos em linguagem de três anos.

Homem no computador: Outros ,jm btily!

Tia: O jantar foi óptimo!

Homem no computador: Deixa-a escrever mais!

Pequena: m,,.gv-iii---------º

Homem no computador: Pensei que era uma menina de olhos claros e pele morena.

Pequena: hm

Tia: É melhor não a deixar ser tão criativa.

Homem no computador: Estou a adorar, deixa!

Tia: Ela está a perguntar se estiveste na praia?

Pequena: ,kj7jkçlolp~ª ( esqueceu-se da interrogação)

Homem no computador: Faz tempo que não e tu?

23:07 Tia: Não.

Homem no computador: E te banhaste nestes dias?

Tia: Ela lembra-se de ti da praia da luz.

...

Eu: Queria ter tido mais tempo com ela, mas torço para que ainda tenha para levá-la a cavalinho.

Tia: Acho que vais ter mesmo!

Tia: Afinal parece que a marcaste...

23:08 Eu: Como? Mal nos falamos...

Tia: Pois é!


Eu: Acho que são ideias de tia!

Tia: Por isso fiquei surpreendida. Mas eu disse-lhe que era o Thi, perguntei se se lembrava de ti.

Eu: Que linda!

Tia: E ela disse que sim, da praia. Podes crer!

23:09 Tia: Ensinas-me então a fazer arroz colorido?

Eu: Surpreendente. Quem fala pouco tem a oportunidade de observar muito.

Ou antes faço-o para ti.

Tia: Thi, porque temos de dormir?

Tia: Ajudas-me a explicar à pequena?

23:15 Alguém da conversa: Acho difícil enjoar de ti.

Eu: Tem uns lances a ver com o corpo, mas é mesmo chato!

23:16 Eu:Para a Pequena: Temos que dormir, para irmos visitar os anjos que deixamos para trás quando viemos para esse mundo. São uns amigos nossos que nos lembram como a vida pode ser boa. E como há beleza no mundo a nossa volta.

23:17 Tia: E que mais? pergunta ela.

Eu: Eles que nos lembram de como podemos ter muitos amigos e distribuirmos carinhos e amor por onde passamos...

Pequena: ffrrrrt

23:18 jmyjk87kl

Eu: E nos dizem todas as noites que cada sorriso que damos deixa o mundo mais especial e alegra até aos que nos olham lá de cima.

23:19 Tia: Estou extasiada!

Eu: Linda, imaginei como falaria para alguém de três anos...

: um beijinho

Eu: Queria a ter no meu colo enquanto contava e gesticulava com as mãos!

Tia: Foi ela que teclou com a minha ajuda.

23:20 Tia: Ela queria mandar-te um beijinho.

Isso seria óptimo neste momento.

Eu: Que doce!

Tia: Ela é bastante enérgica, e derrota-me as mais das vezes...

Eu: Vou ter mais com ela depois.

23:2 Imagino

23:22 Tia: Diverte-te em Paredes de Coura!

Eu: Vou sim ! ! !

Tia: Tenho a certeza que vais amar.

Eu: Nine Inch Nails!

Eu: É exactamente o que meu corpo precisa. Vai ser tão fixe!

23:27 Tia: Amore mio, tenho de colocar este anjo mais perto dos amigos.

Eu: Vai lá, doce! Dá um beijo na testa dela por mim.

23:28 Tia: Dou sim.

Tia: Ela pergunta onde estás?

Eu: Estou em casa.

Tia: Na cama?

23:29 Eu: Já estou deitado sim!

Tia:
Aviso sim...

Eu: Mas minha cama é um tanto heterodoxa...

Tia: Ela está a brindar-me com mais uma canção.

Eu: Que linda!

Tia: Ela está é a enrolar-me. E tu também. Vocês, os dois!

Eu: Vais dormir!

Tia: Vou pô-la a dormir.

Eu: Beijos.

Tia: Beijinho.

Pequena: iughui

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Bem perto!


Quero doze mil motivos para ficar perto.

E ficar bem feliz perto de você sem motivo nenhum.

Quero nenhum motivo para ficar perto de você

E ficar bem feliz perto de você por causa de doze mil motivos!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Oi!


- Doce!

- Bom dia um!

- Era quinta e não via a hora de ligar!

- Liga para mim?

- Adoro.

- Ontem o por do sol estava lindo. E no ritmo da música.

- Queria fazer tudo errado. Como foi a aula?

- Hoje foi muito bom, a galera curtiu. E no caminho de volta, quase dormi porque a temperatura estava correta.

-Que bom. Tudo tão correto. E conseguiu comprar tudo o que eu queria.

- Você. Bem o que eu queria!

- Ô. Já é sexta?

- Até os fones?

- Putz, estes ainda não. Odeio aquelas bolinhas que nunca encaixam nas minhas orelhas. E na aula? Conseguiu consertar o contrato?

- Foi maior bagunça, porque já estava mal antes de eu chegar. Queria ficar lálálá...

- Zua eu?

- Ô, pira.

- Humm, vou lá.

- Ô, vai lá.

- Asmo

- Coala eu?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Distraidamente,


Não quero ser o mais importante da tua vida.

Quero ser o mais importante de cada momento que passamos juntos. Ou, melhor ainda, descobrir contigo o que merece importância nos momentos em que estejamos juntos.

Queria, ensinar-te a ver o importante, aprender a vê-lo nos teus olhos, a ouvi-lo junto com o aroma que sai da tua boca. E estontear-me por instantes, a descobrir que o importante pode ser delicioso.

E esnobar em tua companhia, tudo o que para os outros é valioso. Perceber outras preciosidades, que brilham sob a poeira acumulada em tantos anos de esquecimento.

Quero parar na rua e admirar algo atirado no chão, como se tivesse encontrado um tesouro e esperar tu voltares com uma expressão de pergunta no rosto e me entender assim que vires o que tenho nas mãos.

E de repente a cidade toda não existe e deixamos de lado o que faríamos.

E perceber que o importante é isso. Que a vida está a acontecer, que o que procuramos está bem aos nossos pés. Sentir que muitos vão gastar a vida a correr atrás, a viajar atrás e trabalhar atrás do momento que estão a viver e desperdiçar.

E lembrar que os momentos que tive contigo foram lindos porque foram únicos. E ignorar que poderia ter sido diferente e desfrutar do que foi, do que eu fiz com aquilo que vivi.

E saber que a vida está aqui, está aí. Está ao teu lado a cutucar teu ombro e chamar-te para participar, para ser feliz.

Sorrir a deixar que o sorriso se espalha para onde haja ar, para onde haja vida. E ser tudo, e ser o momento.

Ser vivo,

ser belo,

ser único e

ser importante!

domingo, 12 de julho de 2009

Estranho...

Era um quarto de madeira próximo à praia com uma parede de vidro. Curtia-se a luz perto do pôr do sol.

Estávamos quase que a acordar, ríamos de algumas bobagens e nos aproximávamos a trocar olhares.

Fiquei abraçado em tuas pernas a olhar o mar enquanto tudo tornava-se alaranjado. Depois sentei-me atrás de ti e fiquei a cheirar teus cabelos, a acariciar teus seios e cintura. Beijei-te a boca, a respirar profundo, como se tentasse te trazer para ainda mais perto. Com um movimento rápido Estava ajoelhado à tua frente e deslizei a língua por tua barriga e envolvi tuas pernas com meus braços. Beijava teu sexo sem pressa, enquanto admirava teu rosto lindo e tuas expressões de prazer(dessas me lembro bem). Passava as mãos por tuas pernas, a excitar-me com teu sabor, tua textura e o calor do teu sexo húmido.
Abracei-te sem tirar os olhos dos teus e aos poucos abria-te o corpo, como a adentrar teus sonhos e tuas vontades, sentia teu corpo encostar-te ao meu como se ultrapassasse a pele e já não mais sabia onde terminavas tu e começava eu. E isso tampouco importava.

Explorava tuas curvas mais íntimas, numa sintonia de velocidade, intensidade e duração.

Sensações, visões, cheiros, toques, sons e sabores se acumulavam de forma que tudo a volta se desmanchava para dar lugar a uma dança só nossa, que sem ser importante para mais ninguém contribuía para dar mais alegria ao mundo. E nos amava-nos com a inocência dos que descobrem algo, como se o próprio sol fugisse do poente a nos admirar e a nos brindar com sua luz mágica, plena em vida e força.

As ondas se moviam ao nosso ritmo e éramos toda a natureza. Toda aquela força despertava ao nosso redor, através dos nossos sorrisos que escapavam, dos sons que saiam de nossas bocas e dos nossos contactos.

Nem posso dizer como acabou, pois não acho mesmo que tenha acabado. O que sinto é que há mais por vir.
E que tudo fica como se estivesse a espera do próximo toque, do próximo olhar, do próximo tu.