sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Em viagem.

Há momentos em que não estamos em lugar nenhum.

E há uma Babel. E inglês.

Apesar de todos os desentendimentos existe uma língua comum que pode nos ajudar à conexão.
Mas ela só é permitida aos interessados.
Aos outros resta lamentar-se que a vida é cruel e não gosta de nós. Ninguém entende esses pobres.
Injustiça para estes.

Por isso escolho o sorriso. Quando ele é espontâneo para meu corpo.
Então ele me conforta, dá-me forças.
E enraiza-me numa tranquilidade enquanto todos acham que o normal são as águas bravas das relações comuns.

Essa quietude mostra que uma relação não tem que ser algo físico ou mental.
Ela nasce através do mesmo processo pelo qual a semente rebenta numa flor.

A vida quebra a casca, que a protegeu até aquele ponto ( mas agora a impede de crescer), e flui através da terra, do ar e do sol.
E achei bom que surgiu-me o exemplo da flor. Pois muitas precisam ser cultivadas.
Também é válido.

Umas tantas são espontâneas e vêm, outras são frutos de um esforço e trabalho bonitos e conjuntos.
Mas dispenso as geneticamente modificadas, conseguidas através de deformações em seus códigos.

Outro professor de relacionamentos que tenho é a água.
Ela encaixa-se em tudo, às vezes funde-se inseparavelmente até, mas é sempre ela.
E flui. E contorna e envolve e abraça. E entra!
Pelos poros!

E quando a relação esgota ela evapora-se deixando uma sensação boa de limpeza, de mudança e evolução;

Sempre com portas abertas para poder voltar.

Quisera eu ser assim.

Vamos lá. Um dia aprendo.

E até faço um arco íris com as lágrimas do epílogo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ar

Quero as pontas dos teus cabelos nos meus ombros. E aquelas provocações nossas. E a tensão no ar que nossas peles produzem. Uma eletricidade estática como um iman gigante. E sabemos que é inevitável. Mais vale logo entregar-se. E os choques transformam-se em fogo, que logo viram ondas.

E as forças da natureza manifestam-se em nós. Levam, encantam e fazem música, fazem arte. E um alívio invade-me ao tocar teus lábios. Como uma sede de anos que o corpo já disfarçava. E cada poro abre-se para perceber-te melhor. É uma delicadeza com toques de loucura, são toques com um delicado louco. Do nosso jeito.

O ápice de uma sinfonia, uma erupção no seu ponto alto. E beleza, e espontaneidade. É um sem pensar. E um manifestar a consciência através e pelo outro.

Desejo-te. Entrego-me. E vou fundo dentro de ti. Atrás do que escondes de todos os outros. Com uma força, que nem sei se é minha. Mas corre através de mim. E essa força te quer. Quer ser tua, quer unir-nos. E simplesmente atravessa-me e leva-me para teu calor, para teus gemidos. E olho nos teus olhos e sinto nossas conexões, sinto teus movimentos mais sutis, mais profundos. E como se asas tivesse, elas te abraçam e faço tudo para estar mais próximo, para ser mais teu!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Visita

Teus lábios nos meus trazem-me de meu recolhimento.

Abro os olhos e estou só na sala. Mas nos detalhes da casa e na minha e na minha pele. Mas nos silêncios, no facho de luz que entra pela fresta.

Nestes, sinto-te.

Lembro-me de ti em mim. Lembro-me de carícias que ainda virão. E vivo as que já aconteceram. E penso que talvez sejam sonhos lindos e doces.

E decido que pouco importa em quais planos do Universo os criamos. Importa o enriquecer dos aromas, a vida na pele, o colorido nas flores.

A tua presença em mim.

Isso é real e nada me pode tirar.

sábado, 16 de julho de 2011

É possível...



que parte de mim ande por teus lados.

E umas vontades levem meus pensamentos até ti. E uma sensação de proximidade inabalável que não pede explicação, não pede certeza.

Só está lá, como estão galáxias.

Quase indiferentes, quase imperceptíveis mas gigantescas, a conectar universos. Tornando reais grandezas inimagináveis.

Guardando belezas que ainda serão conhecidas.

Infinitamente nossas.

sábado, 11 de junho de 2011

De frente para o Oceano.


Vontade de chegar perto.

Sem palavras.

Sentar a uns tantos centímetros, como que combinado.
Lembrar umas ideias já trocadas.
Sentir cheiro, olhar nos olhos. E sentir um arrepio, algo dentro que avisa que a companhia é boa. Já sabíamos antes mas a electricidade da pele é inquestionável.

Um sorriso tímido, uma mão que se aproxima com passos dedo a dedo.

Os corpos se movem numa dança sutil, conectada, linda. E teu sorriso se abre a despertar todos os sentidos para ele.

Como uma força gravitacional que abraça e traz para perto.

Feliz. Tudo!

domingo, 22 de maio de 2011

Fadinha.


Chego por trás, sutilmente. Tu percebes sem saberes bem como.

Talvez nossa vontade chegue antes de nós.

Seguro firme teus ombros, toco teu pescoço com os lábios. Deslizo-os em direção à tua orelha.

Desço com a mão esquerda até a tua e entrelaçamos os dedos. A outra busca tua cintura. Sente meu corpo apertar-se contra o teu.

Os cheiros misturam-se.

E cada toque tem um acorde, cada olhar um sabor,

cada desejo um ato...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ideias absorvidas...



Pensei num livro lindo que ajuda-nos a perceber um lado sensível da vida que muitas vezes nos fica esquecido.

Ensina a relacionar-mo-nos com mais doçura, com mais sinceridade. E a derrubar máscaras, bloqueios e armaduras que falsamente nos protege e nos engana pois nos faz crer que somos fortes.

Na verdade é na fragilidade que está a vida. Em alguns sentidos o forte está acabado, a desmanchar-se. E o frágil está disponível, aberto, atento, vivo.

A verdadeira força está em descobrirmos nossa sensibilidade, nosso carinho e a nossa forma de estar na vida.

Sem mais palavras aí está: Eu me lembro...

Pode-se encontrá-lo na escola, na biblioteca para leitura no próprio espaço ou para se adquirir. Ou aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

De como descobri que sou mentiroso.


Esforço-me o máximo para não mentir. E até sinto-me bem sucedido nisso.

Por isso preciso dizer (o óbvio, paradigma da minha profissão: quem ensina gosta de dizer coisas óbvias) não sou melhor que ninguém)

Amo estar atento às pessoas e mais ainda entendê-las. Esforço-me, em vão, para não julgá-las no processo.

Isso é lindo para mim e aproxima-me delas e ajuda a perceber-me e crescer.

Nessas observações noto que mesmo a pessoa com a intenção mais sincera, mente. A todos. E no todos incluem-se as mentiras mais devastadoras e difíceis de serem percebidas. As mentiras que fazemos a nos mesmos.


Agora volto ao início, dado que não sou melhor que ninguém começo a perguntar-me o porque minto tanto. E mais ainda, ( isso está a dar-me medo) Quais processos mentais e emocionais uso para esconder essas inverdades, omissões e erros de interpretação( tudo isso variações da mentira) de mim mesmo?

Mergulho atrás de meus medos, incertezas e ignorâncias e penso que faço isso para me proteger. Mas proteger de que?

Há quem pense que no mundo precisa-se ser esperto, levar vantagem e ganhar. Esses, entendo mais facilmente que precisam , a sério, defender-se.

Mas sinto-me tão fora e distante dessas competições e jogos que não sinto necessidade de proteger.

E talvez seja essa sensação ( de estar acima) que me impede de ver onde escondo minhas máscaras.

Mas e se não for mentira?

Tem de ser. Porque por mais fortemente que eu acredite em algo isso não o torna verdade.

Isso nos leva ao surrado assunto das várias verdades.

Até onde posso levar a minha sem ofender às pessoas à minha volta?

Quanto devo olhar os demais?

Será que existe alguma extensão do respeito que passa a ser uma opressão de mim mesmo?

Quero acreditar nas pessoas. Quero acreditar em mim. Saber que estamos todos dando o melhor.

E deixar de ver nas crianças a perpetuação dos nossos erros.

E saber que todo meu esforço para melhorar nos último anos não foi só meu.

Aprender a gostar das melhorias lentas sem acomodar-me no errado.

Nunca enraivecer com os erros e ao mesmo tempo nunca aceitá-los.

E principalmente ajudar a transformar sabendo que ainda sou pequeno e assustado.

Sinto que, para essas dúvidas: ainda não sei.

Mas a ignorância acusada parece-me um bom sinal.

Essas reflexões aumentam meu respeito. Por mim e pelos outros.

E dizem-me que preciso estar mais atento. Mais vivo .

Mais carinhoso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre a minha tolice...


Algumas vezes à frente da imensidão do universo prefiro a pequenez dos homens.

Perceber uma única pessoa e seu microcosmo torna-me mais próximo do todo.

Fica fácil participar, ser e estar com pessoas e graças a isso sou mais o universo inteiro.

Noutros momentos prefiro a infinitude do Universo.

Observar o seu funcionar atemporal e gigantesco permite-me perceber o propósito e a função de cada atitude de seus filhos.
Fica fácil não julgar, esperar e graças a isso percebo o quanto tenho a crescer.

E frente à grandiosidade dos homens todos os universos parecem pequenos.


foto de: minha mesmo

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Umas ideias sobre tua relação com teu corpo!

O Método DeRose visa o desenvolvimento pessoal para que alcancemos maior lucidez, melhores relacionamentos e um posicionamento mais positivo, produtivo e feliz perante o mundo.

Isso é conseguido atráves de técnicas simples, aprazíveis, confortáveis e desafiadoras. Uma delas é a técnicas corporal, que leva o nome, hoje em dia já famoso, de ásana.

É um conjunto de técnicas biológicas que não agridem o organismo e promovem um progresso rápido e duradouro nos quesitos de força, alongamento muscular e flexibilidade articular. Proporcionam uma musculatura mais definida e mais apta a acompanhar o ritmo exigente dos dias de hoje.



Para além de um corpo mais bonito e flexível ganha-se consciência corporal e um melhor relacionamento com a nossa estrutura biológica, reflectindo-se na capacidade de levarmos essa força e flexibilidade para as nossas emoções e pensamentos, aumentando a nossa produtividade, criatividade e poder interior.

Para ver ( e arrepiar-se) o que os praticantes mais avançados e dedicados tornam-se capazes de fazer assista esses exemplos:

Arthur Costi e Ivani Tavares


Experimenta e vem sentir na pele, literalmente, toda a evolução que esta prática te pode proporcionar!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A pensar em ti.



Imagino-te deitada com o olhar para o alto.

Olhos fechados, a boca entreaberta numa quase palavra. Uma sensação boa no meu corpo parece-me vinda de ti.
Tiro um fio de cabelo da tua testa e deslizo por teu rosto. Desfruto dos contornos dos teus lábios.

Admiro teu corpo quase sem acreditar que estou ao teu lado. Sento na cama com tuas pernas entre as minhas numca tentativa de memorizar cada curva, cada encanto. E tu te abres num sorriso que faz-me pairar e perder a noção do tempo.
É um momento de nascimento de lembranças, de toques e belezas que ficarão. Que me tornam o que serei, o que terei dentro de mim.

Uma risada, uma bobagem dita, um entrelaçar de dedos. Corpo, pele, cheiros.

E quero-te mais.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Somos los arquitectos de nuestras vidas by Laura Sorondo


«Arquitectura» proviene del griego «αρχ» (arch), cuyo significado es «jefe\a, quien tiene el mando», y de «τεκτων»(tekton), es decir «constructor o carpintero». Así, para los antiguos griegos el arquitecto es el jefe o el director de la construcción y la arquitectura es la técnica o el arte de quien realiza el proyecto y dirige la construcción de los edificios y estructuras, ya que, para los antiguos griegos, la palabra «Τεχνη (techne)» significa saber hacer alguna cosa.

Y ahí es donde me gusta la idea y me detengo. Cada uno de nosotros somos quienes tenemos el mando de nuestras vidas.

Desde pequeñitos se nos han otorgado cimientos y estructuras “prestadas”, nuestros padres y maestros nos fueron formando con las estructuras que ellos consideraban las mejores y las más acertadas. Con el tiempo, nos vamos dando cuenta que dichas estructuras tal vez ya no sean de utilidad. Cuando tomamos conciencia que como constructores de nuestra realidad debemos “auto domesticarnos” y reeducarnos, adoptamos las estructuras que más se acercan a nuestra propia naturaleza. Estos cambios son bastante difíciles de transitar ya que probablemente nos inunde un sentimiento de culpa e incluso la sensación de que estamos siendo infieles a los preceptos y condicionamientos que por años han sido traspasados de generación en generación, a través de nuestros antecesores. Y allí comienza la búsqueda interna. Los replanteos y la búsqueda de nuestras propias estructuras. Y sobretodo, comienza la reconciliación con los “vestidos” del pasado, a los que le diremos “muchas gracias estructura tal, has sido de mucha utilidad todos estos años de mi vida, agradezco tu compañía y tu cuidado, pero luego de tantos años vividos, y de experiencias realizadas, es hora que nos digamos adiós, encontraré otro cimiento que para este momento de mi vida sea el más adecuado para ser auténtica y fiel a mi misma”. Y así con todo el afecto que la estructura que dejamos atrás se merece, cambiamos una forma de pensar, de ser o de accionar, para formar aquella que sea más adecuada con nuestro verdadero ser, que nos haga más auténticos y que sobretodo nos acerque cada vez más a la humanidad con la que fuimos premiados al venir a este mundo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Não mando!



Dou às vontades a vontade delas.

O comum é minhas ideias e vontades fazerem comigo o que bem entendem.

Às vezes, atraco-me em alguma e até que eu logre mudar-lhe a forma.

Noutras, elas fogem e me deixam à toa. Nem querem saber de mim.

Normalmente ajudam-me a fazem-me relacionar bem com o mundo e com as pessoas.


Mas a verdade é que sei lá quando é que me aparecem. Quando elas querem elas sobem. Ou ficam a deixar-me no silêncio.

Dou a elas a vontade delas.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Trabalhos pesados de inicio de semana by Sónia Ferreira

- Apetece-me sair?!
- Para onde?
- Não interessa. Na verdade só não me apetece ficar aqui dentro. (quintal inclusive)


Condições externas: o céu apresenta-se nublado (muito nublado). Está frio e a cor predominante e o cinzento.

O sofá diz “vem… vem…”. Tem umas bolachinhas em cima da mesa de centro que dizem “come-me… come-me..”. Tem um filme (muito fixe) que me espreita pelo DVD e a manta escocesa aos quadradinhos não para de se rir para mim.

- Porra… ganhaste! Mas só porque hoje é segunda-feira!
- ‘Tá bem! (Mas eu ganho-te sempre)

… e saimos!



(Ainda bem que viemos – Parte I)

domingo, 27 de junho de 2010

Muito mais que o óbvio.


Queria ir tirar-te dessa sala escura.

E acolher-te nos meus braços. E dar-te o sorriso que mostra meu sentimento bom por ti.

E minha admiração abraçava-te e dava-nos de volta nossos encaixes e nossa paixão. E sentíamos bem, um com o outro e sozinhos. E enquanto corro contigo nos braços percebemos que não é a proximidade que nos dá conforto.

É esse carinho que não precisa de mãos, não precisa de toques. Ele está lá, e só precisa ser lembrado. Quando nos aproximamos dele, não há cobranças por o termos esquecido. Só há o mesmo abraço, o mesmo conforto, a mesma beleza.

E há nós dois, independente de tudo.

Como o brilho das estrelas, por mais dias que apareçam, elas estão lá e pronto. Em maior número e maiores e mais poderosas que aquele óbvio que grita.

Estão à tua espera, imutavelmente.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Carta Aberta À Marcela Silva Paz.


Mazinha tão linda.

Obrigado por me visitar.

É empolgante ver no que se tornou a feiosa que rabiscava meu livro do rei Artur. Mentira, porque sempre foste a mais bonita.

Tua presença renovou tanto minha vitalidade e minha disposição que fiquei preocupado achando que tinha sugado tua energia.
E na despedida tu me libertaste ao dizer que estava cheia de ânimo para começar uma nova etapa.

Ficou claro que ocorreu uma troca entre nós. De carinho, de amor, de ideias.
Mas principalmente de vida!

Na minha filosofia usamos para isso um termo: pújá

Como acontece em muitas línguas antigas, essa palavra tem diversos significados e entre eles trânsito energético, identificação com os arquétipos e honra.
E foi mesmo honrado que me senti por estar em sintonia com uma pessoa tão grande como tu.

Amei ver nos, pequenos detalhes, teu cuidado com as pessoas, teu desapego, tua preocupação em melhorar o ambiente a tua volta.
Tua atenção em aprimorar-se, em ajudar e o mais encantador e raro: teu respeito.
Renovaste minha esperança nas pessoas.
Depois refletindo sobre quem és ficou muito claro o porque te tornaste professora.
Alguém como tu tem a obrigação, o dever para com o Universo e a Humanidade de passar teu exemplo.
Tens que ensinar as pessoas a serem como tu. Não no sentido de te imitarem, mas de desenvolverem atitude.
Ensiná-las a liberdade que dás a ti mesma. O respeito que tem pelos outros. O valor que dás à vida.
Tens que ensiná-los a dar as risadas vivas que tens, seguidas pelo: "cê acha?"
Estás encarregada de mostrar que a realidade de egoísmo, briga, medo, fingimento e prisão na qual as pessoas vivem existe apenas na cabeça delas.

E não tenta escapar!
Até mesmo teu título, de Doutora em Matemática, serve para que as pessoas dêem mais valor ao que dizes.

Para que tua mensagem chegue mais longe.
Para que possas arrastar as pessoas da inércia e da ilusão na qual vivem.
Olha-as nos olhos e deixa que te vejam e te sintam e percebam que a vida é mais do que pensam.
Para falar a verdade, sinto que teu maior defeito é não perceberes o tanto que és.
Isso é quase um egoísmo pois impede-te de compartilhar melhor o tanto que podes ofertar.
Muita gente está numa vida triste, incompleta e feia e foi educada para acreditar que o mundo é assim e vai até fazer um esforço para caluniar, derrubar e destruir todos os que não aceitam serem cúmplices dessa bobagem.
Sei que sentes estes ataques. E eles doem e minam a credibilidade.
Querem que todos tenham o mesmo medo que os sufoca.
Que achem que vida plena é para gente fora do normal.
Queres saber? Muita vez, normal é sinônimo de ordinário, de medíocre.

Tua primeira luta é essa.
Perceber que tens o que acrescentar às pessoas. Que tens como ajudá-las a serem elas livres e belas. E tu já fazes isso. Só que quanto mais consciente for teu trabalho maior efeito terá.

Não te preocupes com o que dizer. It is not about the words,
Tua segunda tarefa é perceber que essa capacidade não te torna melhor que ninguém. Apenas deixa-te mais próxima de ti.

Poderias sempre escolher não aceitar a missão.
Mas isso te impediria de obter os benefícios de fazê-lo. Apagaria uma chama que sei que sentes dentro de ti.
Precisas dividir isso. Nem que seja pensando que esse trabalho vai contribuir para que de hoje a centenas de anos as pessoas vão conseguir respeitar diferenças e não vão sentir medo e necessidade de reprimir e afastar aqueles que tiveram a coragem que não têm.

Be yourself. And let them know it!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Is on the table.



É como aqueles títulos que martelam nossa cabeça por anos.

E passamos por livrarias, bibliotecas, shoppings e feiras. Perguntamos a amigos. Alguém já viu lá longe ou ouviu falar mais ou menos.
O primo do cunhado talvez já tenha tido quando menino.
Até que um dia ao passar à frente de uma porta pequena, como numa festa entediante da qual nada se espera, temos um clique, um chamado. Uma tensão irresistível nos pára e volta nosso olhar para o tesouro procurado há tanto.
Vamos até ele. Um tanto incrédulos; talvez seja só impressão ou uma aparência semelhante ou ainda uma adaptação alucinada

Mas SIM. É exactamente o que procurávamos. Agradam o formato, o cheiro, o tato.

O conteúdo ainda só visto e revisto em nossa imaginação, nos dá água na boca.

É daqueles que só a ideia nos aprimora, nos induz a andar com melhores roupas e a sermos mais educados.

Depois de mãos dadas ao encanto corremos para casa.

Sentamos. Será melhor trancar a porta?

Com a beleza no colo, fazemos um respiração profunda e admiramos.

Mas ainda não é preciso pressa.
Podemos desfrutar um sumo e boa música , antes de travar contato com todas as riquezas que temos à frente.
Depois de muito curtir a presença, desempacotamos com cuidado, com paixão, com uma lenta voracidade.
Embrulhos no chão, pára-se e em camera lenta, deixamo-nos apaixonar. Um alívio espalha-se desde um suspiro até todas as partes do corpo.
E mergulhamos.
Não haveria melhor palavra para o prazer, o envolvimento e a alegria descobertos em cada passada de dedos.
Os olhos atentos correm, param, olham de novo. Mas nunca se adiantam. Uma das maravilhas é não atropelar as fases.
E levar o tempo certo em cada capítulo.
O ritmo é uma mistura dos envolvidos.
Há uma troca. Linda, transformadora e poética.
A cada virar, mais delícias, mais encantos. E mais profundos.
Uma identificação crescente.
Estavam ali um para outro. Não haveria melhores leitores. Não haveria melhor obra.
E no final, com a sensação boa que os finais trazem. Mas que fique claro: aqueles términos que prometem mais são os que têm esse sabor.
Brinca-se com o desejado. Sente-lhe o peso. Fecha-se os olhos para sentir lá dentro parte do outro que agora é nossa, enriquecidos estamos.
E despedimo-nos. Com uma certeza a mais.

sábado, 27 de março de 2010

Já!

Quero estar contigo. Só nós dois.

Sem outros olhares, sem outras pressas e pressões.

E, de olhos fechados, deslizar as pontas dos dedos por tua pele. Sentir os contornos do teu corpo.

Descobrir teu cheiro. Ouvir teu sorriso.

E teu jeito que te despe. Que nos trejeitos entrega quem és.

Saber o já sabido, desta identificação que me puxa a ti.

E dar vazão a esse rio que sabe bem o que quer e fica cá, todo tímido.

Como se não soubesse que o destino dele é o teu mar.


sábado, 20 de março de 2010

Um passeio pela cité.


Será possível estar conectado com o mundo de forma tão profunda que nada mais surpreende?

E não tornar isso uma contradição com a capacidade de encantar-se com tudo?
É isso liberdade?

Assim não admiro o que é suposto e sim o que acho mesmo lindo?
O que construo com essa tentativa de não ser igual?

É mesmo uma tentativa?
É assim tão difícil?

É melhor?
Solitário?

Algumas vezes temos tudo nas mãos e perdemos a oportunidade.
Estávamos mais atentos às mãos?

Não sou nenhum deles.

Tenho sangue de todos e não os pertenço.
E por segundos pensei estar tão perdido em meus costumes que não conseguia admirar o diferente.

E uns traços me salvaram!

E viajar, mais do que mostrar-me que as pessoas de outros países são diferentes ensina-me que cada pessoa ao meu lado é única. E se ainda não percebi isso é porque ainda não prestei suficiente atenção.
Elas são lindas e universos inteiros.

Nós ansiamos por conhecer o universo. E cada pessoa ao nosso lado é um universo pedindo para ser visitado e desperdiçamos oportunidades. Por não sabermos ouvir, por não sabermos olhar.
E tudo pode ser visto a olho nú. Sem necessidades de equipamentos ou conhecimentos especiais.

Só se precisa de vontade!

Pode ser tão belo ouvir alguém falar sobre si mesmo. Sobre seus sonhos e vontades.
E mais tocante ainda é ver aquilo que a pessoa mostra a poucos escolhidos. E talvez algo que ela mesma desconheça. E ajudá-la a dividir tesouros e riquezas com outros.
E imaginar que num futuro próximo todos dividiremos nossas belezas.
Mas não numa ansiedade de mostrá-la, mas sim através de um intercâmbio mágico e multilateral.

Quase que sem palavras, totalmente sem fingimentos, sem tentativas de parecer algo que não somos.
Nós mesmos, melhores do que agora, sem nossas limitações, sem nossos medos.
Com a consciência de que sou único mas conectado com outros.

Assim como as células do meu corpo, que são únicas, mas funcionam numa perfeita coexistência de contribuição, enriquecimento; Numa dança de vida.

Quero mesmo pensar que sou capaz. Quero mesmo pensar que você é capaz.

E nos encontramos lá.