terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aprendendo.


Estamos cá para aprender.

A partir do momento em sabes ou achas que, está no momento de ensinar.



Desça do pedestal e sirva ou perderá tua utilidade.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Elephants & buttterflies... sound & movement by Joana Cabral


A butterfly is a natural born dancer. She wanders about by herself and flies around the wonders and ugliness of the world. She is a distracted but keen observer… witnessing and compiling images, sounds and movements… Capturing stories in the form of sweet cotton fantasies, dreams and expectations, as well as warning memories and dreadful scaring threats… A butterfly keeps dancing despite all the risks she, by observation, became aware. What other purpose would her colorful wings serve? And if her wings had no purpose, what would then be the purpose of her own existence? This is why she dances even when scared and running from danger. She has all sorts of choreographies for her dances. She dances exuberantly to dazzle the world, capture attention in a generous effort to put a smile on others face. She dances gently caressing the ones she loves, graciously and near enough so that the movement of her wings produces a lullaby song. She dances at distance, surfacing from a protective distance, collecting evidences, recognizing others as possible partners for dance and play. The butterfly dances even when she’s frighten and fearing for the eternal dream of joyful and peaceful happiness. Why does she keep dancing in dangerous conditions? Well, her wings don’t allow any other movement but dance… it’s her communication tool. If motionless she shall die.

Butterflies are cautions, aware of their fragile condition, yet curious at the same time. They sometimes fly closer to others… teasing them to share… other times a butterfly doesn’t resist when another stares and calls her, intrigued by her colorful movements describing a silent enchanting song… ‘cause, you know, butterflies are giving and sharing creatures… the truth is that, tough shy, they secretly desire care and admiration. Butterflies have a special attraction for elephants… they look so gentle and caring when carefully observed… and so they grasp their curiosity… the butterfly wonders: “this creature looks so much bigger than me… we have so distinct physiognomies… yet he looks as peaceful and gracious.”. “Could I dance with you elephant?”, asks the butterfly, while joyfully flying around the elephant’s tail, before their eyes, around their strong and heavy feet. And the elephant, he finds the butterfly funny and sweet, he learns to enjoy her company. He sometimes very much wants to dance along with the butterfly. He feels clumsy yet delighted… he is not used to graceful and joyful movements… the elephant just walks majestically keeping his eyes, undistracted, on nothing more than possible menaces to himself and his kind. Elephants care for their own protection so tenaciously that they sometimes feel bored and lonely. But it’s a hard choice to make… "distraction (they think) may be paid at a too high price", possibly costing their safety… but too much caution condemns them to slavery and loneliness.

Funny… butterflies are so much fragile than elephants… yet so less cautions and concerned… the secret must be in the wings… the butterfly can fly away towards the sun if she wants and just disappear… but her strive will always be to try it all.

Should butterflies dance with elephants? Who’s in greater danger? Is it possible for them to synchronize their movements and dance around with no risk of injuries?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gracinha.

Teu cheiro em mim!


Vivas estão as partes nas quais te apertaste contra (a favor, na

verdade) meu corpo.


Teus olhos incrédulos fazem-me sentir bem.



E o mundo torna-se esse olhar e o sorriso que dou-te em troca.


Minhas mãos movimentam-se sozinhas a pedir-te.


E





esperamos


o fôlego


voltar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

por Martinha Ferreira


A brisa vem quente e delicada, como carícias de uma mãe, correr os dedos pelos cabelos e desprender as últimas folhas das árvores cruas e recortadas num pôr-do-sol escondido. Pés ante pés pisam o falso chão de caruma e mel, os tecidos mortos estalam pelas solas de borracha, a cabeça pende para a frente numa melancolia desprendida.
É doce, este Outono, este cheiro a estrume quente e a erva cortada, a rebentos secos e a cascos e feno fresco. Lá ao longe um vitelo passeia os olhos pelos humanos pesarosamente e delicia-se com um dente-de-leão por entre as mandíbulas. A erva e a terra fundem-se bem como o céu escuro e feio lá ao longe; o vento amedronta-se e arrefece, e tudo perde a gentileza de um tarde. A noite não chega, mas o sol vai na mesma, e o momento pára. Imóvel. Ileso.
Olho e quero-te ali, quero-te ali naquele momento, quero ver-te apertar a gola da camisola contra o pescoço e franzir as sobrancelhas como se duas agulhas tas prendessem; depois o teu riso solta-se, um galho quebra-se e desapareces.
A dois passos, elas vêm num trote lânguido contra passos pequenos e receosos, e os seus focinhos aprontam-se ao nível da nuca, os lábios roçam sobre os ombros e o pescoço contrai em pulsações destemidas. E se são belas! Nos seus castanho-pimenta e cortiça adocicada, depois talvez um cinzento grafite e um poldro de faixa branca, que cheira e sente qual ser tão diferente.
Um focinho impaciente empurra pela zona da cintura enquanto dedos se entrelaçam em crinas e orelhas, e o poldro suspira de contentamento; são quatro, quatro fêmeas imensas que engolem o corpo em carícias, ao ponto dos dedos se tornarem pretos da sujidade do pelo macio e sedoso e os pés se perderem no meio de cascos.
Desprendo-me e elas correm, fogem e voltam a correr, numa elegância de um dia puro, sobre músculos e articulações quentes, suadas e apaixonantes; um olhar doce espelhado, uma alma livre. Completamente livre.
Lusitano, sinto, suspiro e respiro. Poderia adormecer eternamente por entre feno dourado e éguas mansas, se ao menos olhasse, e te visse a ti.

domingo, 25 de outubro de 2009

A vida pede!


Estou a caminhar com umas pedras de granizo na mão. A admirar a vida, a perceber umas forças.
Vejo uma ave enorme a atacar um grupo de aves menores.
Amo o simples e quero mais.
Meus olhos ficam atentos a todos os detalhes da rua.
O céu é meticulosamente desenhado para ser inspirador e belo.

É a vida a pedir para ser.

E caminho procurando algo para admirar.
Vejo um gato a ensinar os filhotes a andar em muros. Será que gatos ensinam isso? Qual deve ser a média para passar de ano?
Vejo o cimento quebrado e um ramo a sair da fenda. E faço estórias na cabeça, com o ramo a empurrar e quebrar sozinho o chão. Precisa mesmo respirar.
Quer nos ensinar a querer menos.

É a vida a pedir para sair.

Quer derrotar o cinza feio. Quer ensinar-nos a querer mais. Ensinar-nos a olhar e fechar a boca por uns instantes.
Recolho todas as belezas lá dentro de mim. E penso nas quais vou dividir com quem.
E com respeito a minha vontade ou não, o que vejo se instala em mim. E me enriquece, me distrai, me melhora.
Depois tropeço e penso: Puxa, mas estava tão charmoso meu momento.

Pronto, já cheguei em casa. E esqueci a chave.
Vou ter que incomodar o pessoal.

É a vida a pedir para entrar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conheci o DeRose


Conheci o DeRose

Quando entrei na Escola de São Bernardo, representante do Método DeRose pensei: - Venho aqui duas vezes por semana e está bom!

Aos poucos travei contato com pessoas lindas, cultas e interessantes. Juntava-se um grupo com pessoas de 17, 25, 37, 43 e 60 anos, advogados, arquitetos, músicos, surfistas, procuradores e conversávamos de igual para igual. As diferenças enriqueciam as ideias e encantavam umas às outras.

Logo percebi mudanças em meu corpo, em meu ânimo, no desempenho no basketball. Percebi que finalmente tinha as ferramentas para trazer à tona tudo o que eu havia sonhado ser.

...

Agora, dez anos depois, após centenas de cursos, jantares e longos papos com o Mestrão já estou totalmente mergulhado na Nossa Cultura.

Pensando sobre como conheci o DeRose percebi que fiz isso quando entrei naquela sala e já comecei a me identificar com aquelas pessoas, aquele lugar, com a amizade, o carinho, o companheirismo e o senso de missão no olhar de cada uma.

DeRose extrapolou a pessoa. Através da herança cultural que ele nos trouxe, que influencia cada minuto do meu dia. Seus ensinamentos são sensíveis e avassaladores. Transformam e sublimam. E ultrapassam quaisquer limites, classificações ou padrões que o empobreceriam se tentassem mesmo enquadrá-los.

Hoje ao nos encantar com a decoração de uma das nossas escolas, ao admirar uma realização de um companheiro, ao perder o ar com uma coreografia estamos conhecendo o DeRose e a visão de mundo que ele nos transmite.

Vejo mais e mais o DeRose quando vou para um lugar conhecido e as pessoas são lindas, amigas e prestativas porque vêem a medalha que carrego ao peito. Conheço-o quando penso no que posso fazer para contribuir com uma pessoa que nunca vi, pois temos um propósito em comum.

Sinto que travo mais contato com a grande mente que ele é, quando através das técnicas da Nossa Filosofia descubro algo sobre mim. Em algumas vezes algo lindo, noutras, um detalhe que preciso mudar.

Sei quem é o DeRose quando extrapolo um limite, quando respeito uma emoção, quando supero um problema. E quando sei olhar toda a beleza de uma brisa que acaricia meu corpo.

Sei que o desvendo quando realizo muito no meu trabalho, quando toco contrabaixo de forma inspirada, quando dou uma aula que transforma as pessoas. Quando amo cada minuto do meu dia.
E quando sinto uma tristeza e sei que ela faz parte de mim, e nem a lamento. Sei que é uma energia a ensinar-me algo. E consigo ver a semente do bem que me abalou. E Sorrio.

Encontro o DeRose enquanto me conheço, enquanto aprendo a gostar mais de mim. Nos momentos em que aprendo a respeitar as pessoas, a não me impor. A defender meus ideais e aquilo no que acredito.

Conheço o DeRose quando o vejo sorrir. E sinto o olhar dele ensinando. Conhecê-lo e também identificar-se com sua mensagem, com suas palavras e com seu amor pela humanidade. E ouvir e assimilar o conhecimento transbordante que ele transmite. e saber-se privilegiado por tê-lo escolhido, como amigo, como supervisor e como Mestre.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Be kind to a stranger, cause you'll never know


23:02 Tia: Oi. Há aqui uma pequena que quer muito escrever. Achas que podes ler o que ela vai teclar?

Homem no computador: Oi. Claro. Sempre um prazer!

Tia: Aqui vai:

23:05 Pequena: ,jm btily

Tia: Acho que isto são beijinhos em linguagem de três anos.

Homem no computador: Outros ,jm btily!

Tia: O jantar foi óptimo!

Homem no computador: Deixa-a escrever mais!

Pequena: m,,.gv-iii---------º

Homem no computador: Pensei que era uma menina de olhos claros e pele morena.

Pequena: hm

Tia: É melhor não a deixar ser tão criativa.

Homem no computador: Estou a adorar, deixa!

Tia: Ela está a perguntar se estiveste na praia?

Pequena: ,kj7jkçlolp~ª ( esqueceu-se da interrogação)

Homem no computador: Faz tempo que não e tu?

23:07 Tia: Não.

Homem no computador: E te banhaste nestes dias?

Tia: Ela lembra-se de ti da praia da luz.

...

Eu: Queria ter tido mais tempo com ela, mas torço para que ainda tenha para levá-la a cavalinho.

Tia: Acho que vais ter mesmo!

Tia: Afinal parece que a marcaste...

23:08 Eu: Como? Mal nos falamos...

Tia: Pois é!


Eu: Acho que são ideias de tia!

Tia: Por isso fiquei surpreendida. Mas eu disse-lhe que era o Thi, perguntei se se lembrava de ti.

Eu: Que linda!

Tia: E ela disse que sim, da praia. Podes crer!

23:09 Tia: Ensinas-me então a fazer arroz colorido?

Eu: Surpreendente. Quem fala pouco tem a oportunidade de observar muito.

Ou antes faço-o para ti.

Tia: Thi, porque temos de dormir?

Tia: Ajudas-me a explicar à pequena?

23:15 Alguém da conversa: Acho difícil enjoar de ti.

Eu: Tem uns lances a ver com o corpo, mas é mesmo chato!

23:16 Eu:Para a Pequena: Temos que dormir, para irmos visitar os anjos que deixamos para trás quando viemos para esse mundo. São uns amigos nossos que nos lembram como a vida pode ser boa. E como há beleza no mundo a nossa volta.

23:17 Tia: E que mais? pergunta ela.

Eu: Eles que nos lembram de como podemos ter muitos amigos e distribuirmos carinhos e amor por onde passamos...

Pequena: ffrrrrt

23:18 jmyjk87kl

Eu: E nos dizem todas as noites que cada sorriso que damos deixa o mundo mais especial e alegra até aos que nos olham lá de cima.

23:19 Tia: Estou extasiada!

Eu: Linda, imaginei como falaria para alguém de três anos...

: um beijinho

Eu: Queria a ter no meu colo enquanto contava e gesticulava com as mãos!

Tia: Foi ela que teclou com a minha ajuda.

23:20 Tia: Ela queria mandar-te um beijinho.

Isso seria óptimo neste momento.

Eu: Que doce!

Tia: Ela é bastante enérgica, e derrota-me as mais das vezes...

Eu: Vou ter mais com ela depois.

23:2 Imagino

23:22 Tia: Diverte-te em Paredes de Coura!

Eu: Vou sim ! ! !

Tia: Tenho a certeza que vais amar.

Eu: Nine Inch Nails!

Eu: É exactamente o que meu corpo precisa. Vai ser tão fixe!

23:27 Tia: Amore mio, tenho de colocar este anjo mais perto dos amigos.

Eu: Vai lá, doce! Dá um beijo na testa dela por mim.

23:28 Tia: Dou sim.

Tia: Ela pergunta onde estás?

Eu: Estou em casa.

Tia: Na cama?

23:29 Eu: Já estou deitado sim!

Tia:
Aviso sim...

Eu: Mas minha cama é um tanto heterodoxa...

Tia: Ela está a brindar-me com mais uma canção.

Eu: Que linda!

Tia: Ela está é a enrolar-me. E tu também. Vocês, os dois!

Eu: Vais dormir!

Tia: Vou pô-la a dormir.

Eu: Beijos.

Tia: Beijinho.

Pequena: iughui